Olá pessoal, meu nome é João Luca, e esse é meu primeiro post no blog, o que, pra mim, é uma honra. Nada melhor do que começar aqui falando sobre a tetracampeã mundial, Itália.

Ps.: Estamos criando uma nova categoria aqui no Overdose. Esportes, espero que vocês curtam 🙂

A “Azzurra” é conhecida pelo seu futebol defensivo e de contra-ataque, que na maioria das vezes, é a sua maior arma para ganhar uma partida. Foi fundada em 16 de março de 1898 pelos trabalhadores rurais e padeiros da região de Roma.

Seu primeiro jogo oficial, foi contra a seleção da França, onde a “Azzurra” saiu vitoriosa, 6-2 pra cima dos “Les Blues”. E pesar da I Guerra Mundial ter levado à interrupção das atividades futebolísticas, o período do pós-guerra, que coincidiu com o mandato bem sucedido de Giorgio Vaccaro na presidência da FIGC, e testemunhou o melhor momento da seleção da Itália.

Os “azzurri” foram duas vezes campeões do Mundo – em 1934 e 1938 – orientados pelo treinador Vittorio Pozzo. Jogadores como Giuseppe Meazza e Eraldo Monzeglio brilharam em 1934, e Amedeo Biavati, Alfredo Foni e Silvio Piola em 1938. Também conquistaram a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1936, na cidade de Berlim.

No entanto, foi só com Artemio Franchi na presidência da FIGC, na segunda metade dos anos 60, que os “azzurri” voltaram às vitórias. Em 1968, a Itália venceu o Campeonato Europeu, uma seleção onde se destacavam Gianni Rivera, Sandro Mazzola, Gigi Riva, Dino Zoff e Giacinto Facchetti, sendo inclusive, finalista da Copa do Mundo de 1970, no México, quando perdeu para o Brasil. Depois, Franchi foi eleito presidente da UEFA.

A seleção italiana fez uma ótima campanha na copa do mundo de 1986, sendo consagrada campeã, na Espanha. Foi lá mesmo que houve aquele lance, em que Claudio Gentile (invejem, eu o conheço pessoalmente HAHAHAHAHAHAHAHA), rasgou a camisa de Zico, e é odiado pela maioria dos brasileiros. O carrasco do Brasil nessa copa, é o centroavante Paolo Rossi por ter marcado 2 gols conta a forte, favorita e temida seleção brasileira, que tinha jogadores s maravilhosos como Zico, Sócrates, Falcão, Éder, Junior, Leandro e Cerezo, davam a tônica do futebol arte, ofensivo e goleador, algo que encantou não só o país-sede da copa, como o mundo inteiro. A “Azzurra” chegou na final e ganhou da Alemanha Ocidental por 3×1, e se consagrou Tetracampeã.

Baggio lamentando por ter perdido o pênalti

Já na copa de 1994, nos Estados Unidos, a Itália fez uma boa campanha, perdendo o primeiro jogo contra a Irlanda, ganhando o segundo contra a Noruega, e empatando a terceira contra o México. Essa foi a primeira fase do grupo E.

Nas oitavas, ganhou da Nigéria, em um enorme sufoco. 2-1 na prorrogação, sendo os dois gols de Roberto Baggio. Nas quartas ganhou por 2-1 contra a Espanha, e na Semifinal contra a Bulgária, por 2-1 também. É aí que chega a final…

Foi dito por muitos que esse jogo entrou para a história, e realmente entrou. Quem é que espera, um jogador que nunca tinha perdido um pênalti em uma partida, errar o alvo, e dar o título ao Brasil? Roberto Baggio, é o nome dele. Os brasileiros com toda a certeza do mundo o amam. Não foi nem Tafarel ter pego a bola, ou acertar a bola na trave, foi um chute horrível.

Abaixo segue o vídeo…

 

Sem comentários…

A Itália chega na copa de 2002 e faz uma campanha mediana. Graças a péssima arbitragem em 3 jogos na copa. Eu tinha 7 anos e sabe o que é uma criança ter ódio por ver sua seleção ser roubada? (Pra quem não sabe, eu sou Ítalo-brasileiro. É, vira lata mesmo). Confira o vídeo com as “roubalheiras” na copa de 2002.

 

Agora veja o que uma empresa coreana de picolé fez para zombar da seleção italiana…

 

Ridículo. Filhos da puta que não sabem jogar bola, e só conseguem chegar na final disputando o 3° lugar na base do roubo –“, e isso ocorreu também contra a Espanha nas quartas de final. Mas isso é passado. Vamos agora falar sobre a campanha vitoriosa na Copa do Mundo de 2006, na Alemanha.

A Itália chega como cabeça de chave e favorita no grupo, mas não muito acreditada para ganhar o título,mas mesmo assim, as outras seleções do grupo não era nada menos que Gana (2-0), Estados Unidos (1-1), e República Tcheca (2-0, que por cima, meu ídolo Pippo Inzaghi fez um golaço no goleiro Cech HAHAHAAHAHA).

Inzaghi fazendo seu primeiro gol em um mundial.

Depois da fase de grupos, a Itália chega nas oitavas de final e enfrenta a Austrália, e vence por 1-0, gol de pênalti do famoso meio campista, Francesco Totti, em um jogo difícil para a “Azzurra”, já que os australianos montaram um ataque fulminante, com várias finalizações que fizeram Buffon suar. Nas quartas, foi o jogo mais fácil da copa. 3-0 na Ucrânia de Shevchenko, que naquele mesmo ano, tinha saído do Milan, para poder ir ao Chelsea (ING), e a dica que ele deu ao seu time foi, que jogassem com o coração, por que é assim que os Italianos jogam \o/

Não deu. 3-0, com um golaço de Gianluca Zambrotta, de fora da área que fez ultrapassar os 200km/h. Ps.: Ele é destro, mas chutou com a canhota. Os outros dois gols foram de Luca Toni, que precisava de um gol para quebrar o gelo naquele mundial.

Chega na semifinal, e de longe foi o melhor jogo da copa. Tanto a Itália como a Alemanha fazer um espetáculo dentro de campo, até chegarem à prorrogação. Os italianos vencem por 2-0 com um gol de Fabio Grosso, e outro do ilustre Alessandro Del Piero. Só de assistir o vídeo dá arrepios…

Uma emoção enorme. E o narrador diz: Vamos a Berlim!! Vamos a Berlim!!

E chega a grande final. Não foi o melhor jogo da Itália que vi, mas deixou muitos italianos loucos. Quem não se lembra dessa imagem…?

Hahahaha.

Zinédine Zidane marcou o gol dos “Les Blues”, e também deu uma cabeçada que fez o árbitro expulsa-lo da partida. O motivo foi que Materazzi xingou sua mãe, sua irmã, e o xingou por ser descendente de Árabe. Eu conheço os italianos, e sei que eles são bem filhos da puta de fazer isso, rs. Itália e França chegaram as penalidades. Itália sem Totti, e França sem Zidane e Henry, seus melhores fantasistas. A Itália teve todos os 5 acertos, com Pirlo, De Rossi, Del Piero, Grosso e Materazzi. Já a França errou com Trezeguet, que por ironia do destino, jogava na Juventus de Turim. O placar do jogo foi Itália 1 (5) – (4) 1 França, e a Itália conquista seu Tetracampeonato.

Bem, o momento de festejar acabou aí…

Chegamos a 2010, Copa do Mundo da África do Sul, e todos esperam que a Itália chegue pelo menos as oitavas de final, e nem chega perto disso. É eliminada na fase de grupos, sendo a pior campanha de todos os tempos na história da FIGC e do Mundial. Dois empates, 1-1 com o Paraguai, 1-1 contra a Nova Zelândia, e perdeu para Eslováquia por 3-2. Um vexame.

Agora, uma pausa para falar sobre os jogadores naturalizados italianos…

Mauro Camoranesi, argentino naturalizado italiano.

Na lista temos jogadores famosos como, Mauro Camoranesi, Luis Monti, Humberto Maschio, Omar Sívori, Attilio Demaría, Raimundo Orsi e Enrique Guaita (Argentinos); Mario Balotelli (apesar de ter nascido em Palermo, o governo italiano o tratava como africano, ele é de origem Ganesa); Anfilogino Guarisi, Thiago Motta, José “Mazzola” Altafini, Angelo Sormani e Dino da Costa (Brasileiros); Juan Alberto Schiaffino, Alcides Ghiggia e Michele Andreolo (Uruguaios); Roberto Di Matteo (Suíço); Simone Perrotta (Inglês); e Giuseppe Rossi (Americado).

Na Euro 2012, a seleção não fez feio, ficou em 2º lugar, perdendo para a Espanha (Que fez algo inédito. Conseguiu ser bicampeã em edições seguidas). A “Azzurra” perdeu de 4-0 para a Fúria, com gols de Silva, Alba, Torres e Mata. O interessante, é que a Itália ficou com a maior parte da posso de bola, 53%, mas com o que a Espanha jogou, era meio impossível…

A Itália fez seu primeiro jogo contra a Espanha, e empatou 1-1 com gol de Di Natale. Seu segundo jogo foi contra a Croácia e, mais uma vez empatou, 1-1 com um belo gol de Pirlo. O terceiro jogo era necessidade da equipe azul ganhar, e foi o que fizeram. 2-0 contra a Irlanda, com um gol de Cassano, e outro gol de bicicleta, lindo gol de Mario Balotelli. E foi assim que a Itália se classicou em segundo do grupo, indo enfrentar a forte seleção inglesa.

Esperava-se um jogo puxado mais para os ingleses, mas foi inverso. A Itália dominou o jogo inteiro. INTEIRO. 69% da posse de bola italiana, e muitas finalizações. 36 no total, e o que faltou foram acertos, e o que acertaram, foi anulado por impedimento. Mas com a sorte “Azzurra”, ganharam na decisão de pênaltis, graças a dois erros de pênalti. Um de Young, e outro de Cole, no lado italiano, Montolivo também desperdiçou uma cobrança.

Chega o jogo esperado. Itália e Alemanha se enfrentam mais uma vez em edições oficiais, e mais uma  vez em uma semifinal. Bem, pra saber mais, é só subir um pouquinho que você vai ver que tem um texto falando sobre a semifinal do mundial de 2006… Hehe.

Só que dessa vez, a Itália fez um ótimo jogo. Nas suas duas primeira chances, Mario Balotelli abriu o placar aos 20 minutos, e 13 minutos após o primeiro gol, ele fez novamente um gola para liquidar a fatura, e mandar a Itália pra Kiev, onde foi a final. Ainda aos 80 minutos de jogo, Özil fez um gol de pênalti pra fazer o gol de honra dos alemães.

Chega o jogo contra a Espanha, muitos acreditam que a Itália iria se consagrar campeã naquele domingo. Não foi isso que aconteceu. A Fúria foi superior nos ataques e contrataques, e também graças a dois erros da zaga italiana. 4-0. Lavada total.

Na minha opinião, a melhor seleção italiana que vi em campo, foi a de 2006. Era um time super experiente, mas com base mais velha. Jogadores como Cannavaro, Nesta, Del Piero, Totti, Inzaghi, Gilardino e outros grandes jogadores. Agora a Itália passa por outra fase de seleção, na qual eu acho que não vai muito longe se mudar a tática de jogo. Cesare Prandelli é um bom treinador, mas a seleção italiana precisa de algo a mais. Vamos ver como a “Azzurra” se sairá ano que vem na Copa das Confederações aqui no Brasil, e eu, vou fazer o máximo pra ir assistir pelo menos um jogo da minha seleção favorita.

Até o próximo post.

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