Filmes brasileiros vem me impressionando já faz alguns anos. Dos últimos 4 que assisti, só um não prestou: Agamenon (o que já era previsível, já que foi um filme feito pela galera do Casseta & Planeta). Os outros ficaram entre bom (De Pernas pro Ar) e fenomenalmente foda (Tropa de Elite 2 e 2 coelhos). E na esteira destes, entra Paraísos Artificiais como um filme muito bom.

Tudo começa muito bem, com Érica (Nathália Dill) e a amiga Lara (Lívia de Bueno) indo para uma rave no interior do nordeste, onde a primeira irá se apresentar como DJ. Depois de dias de festa, sexo e muitas drogas, as duas conhecem Nando (Bernardo Melo) e decidem transar com ele. Mas após o descuido de uma delas, toda a felicidade vai por água abaixo e o motivo da escolha do nome do filme começa a ser justificado…

Grande filme, não pela atuação dos atores, que às vezes é digna de Malhação, mas pelas cenas bem produzidas, retratando muito bem os momentos intensos, e pela história, que contada em fragmentos cronologicamente aleatórios, transmite uma boa mensagem sobre os altos e baixos de se viver a vida intensamente e sobre o perigo de usar drogas em busca de ilusórios paraísos artificiais.

 

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